{"id":4974,"date":"2025-10-27T18:53:56","date_gmt":"2025-10-27T21:53:56","guid":{"rendered":"https:\/\/rehabitare.direito.ufmg.br\/?p=4974"},"modified":"2025-10-27T18:53:57","modified_gmt":"2025-10-27T21:53:57","slug":"plano-diretor-retoma-discussoes-sobre-moradia-e-preservacao-ambiental-em-fortaleza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rehabitare.direito.ufmg.br\/?p=4974","title":{"rendered":"Plano Diretor retoma discuss\u00f5es sobre moradia e preserva\u00e7\u00e3o ambiental em Fortaleza<br><br>"},"content":{"rendered":"\n<p>Mem\u00f3rias que remontam 80 anos. Dona Raimunda nasceu no Po\u00e7o da Draga, na Praia de Iracema, em Fortaleza, e lembra bem como era a comunidade. \u201cAntigamente as nossas casas eram todas de madeira e o trem passava aqui. Os navios atracavam a\u00ed\u201d, fala saudosa apontando para o mar em frente \u00e0 ruela simples, perto da Ponte Velha.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje o Po\u00e7o da Draga, com 119 anos, tem mais de 500 casas, mas um receio antigo continua atual: o medo da expuls\u00e3o. \u201cComo aqui \u00e9 Centro, a qualquer momento a gente pode ter esse problema de tirarem a gente daqui. Aqui \u00e9 valorizado, d\u00e1 dinheiro\u201d afirma a idosa.<\/p>\n\n\n\n<p>A regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria \u00e9 uma das lutas hist\u00f3ricas da comunidade. A garantia do \u201cpapel da casa\u201d e de melhorias b\u00e1sicas estruturais, como saneamento, em comunidades mais vulner\u00e1veis \u00e9 uma das previs\u00f5es do Plano Diretor de Fortaleza, principal lei de planejamento urban\u00edstico da cidade. A legisla\u00e7\u00e3o trata de quest\u00f5es urgentes como o desenvolvimento urbano sustent\u00e1vel, o uso do solo e o crescimento desordenado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA sociedade civil, as diferentes entidades de classe, movimentos sociais, os diferentes setores da economia, \u00e9 fundamental que eles participem\u201d enfatiza o professor Renato Pequeno, coordenador do Laborat\u00f3rio de Estudos da Habita\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O plano vai apontar, por exemplo os caminhos que v\u00e3o ser adotados pelo munic\u00edpio para enfrentar as suas desigualdades socioespaciais, quais v\u00e3o ser os caminhos para que a gente possa viver numa cidade ambientalmente mais saud\u00e1vel, que a gente possa viver numa cidade que tenha melhores condi\u00e7\u00f5es de mobilidade urbana&#8221;, defende Renato Pequeno.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m houve aumento no n\u00famero de Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis) de assentamentos do tipo favela (tipo 1), que devem sair de 45 para 87.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o caso, por exemplo, do Po\u00e7o da Draga que \u00e9 uma Zeis priorit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 de acordo com Artur Bruno, a promessa \u00e9 que as comunidades n\u00e3o sejam mais removidas e consigam ter o b\u00e1sico onde vivem. &#8220;Com as regras, de acordo com o plano, a popula\u00e7\u00e3o vai ter o seu papel da casa, vai poder fazer sua reforma, uma constru\u00e7\u00e3o sem ser retirada daquela \u00e1rea&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra novidade \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o da Zeis de Repara\u00e7\u00e3o de Danos, que prev\u00ea infraestrutura para regi\u00f5es historicamente vulner\u00e1veis e marginalizadas. \u00c9 o caso dos Conjuntos Habitacionais Jos\u00e9 Euclides e Luiz Gonzaga, no bairro Jangurussu.<\/p>\n\n\n\n<p>Foto: retirada da reportagem. <\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/ce\/ceara\/noticia\/2025\/10\/20\/plano-diretor-de-fortaleza.ghtml\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/g1.globo.com\/ce\/ceara\/noticia\/2025\/10\/20\/plano-diretor-de-fortaleza.ghtml\">G1<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mem\u00f3rias que remontam 80 anos. 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