{"id":4995,"date":"2025-11-10T17:13:28","date_gmt":"2025-11-10T20:13:28","guid":{"rendered":"https:\/\/rehabitare.direito.ufmg.br\/?p=4995"},"modified":"2025-11-10T17:13:29","modified_gmt":"2025-11-10T20:13:29","slug":"exposicao-ao-calor-a-face-invisivel-da-moradia-inadequada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rehabitare.direito.ufmg.br\/?p=4995","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o ao calor: a face invis\u00edvel da moradia inadequada"},"content":{"rendered":"\n<p>Nos dias mais quentes, S\u00e3o Paulo apresenta realidades t\u00e9rmicas contrastantes. Nos bairros arborizados e de alto padr\u00e3o, o calor pode ser inc\u00f4modo, mas \u00e9 aliviado por ruas sombreadas, \u00e1reas de lazer ou a simples possibilidade de se refugiar em ambientes refrigerados. Nas favelas mais densas, ao contr\u00e1rio, o vento mal circula entre vielas estreitas e constru\u00e7\u00f5es sobrepostas, onde dificilmente sobra espa\u00e7o para ao menos uma \u00e1rvore. Para milh\u00f5es de moradores, o ver\u00e3o n\u00e3o representa apenas desconforto, mas uma batalha di\u00e1ria para dormir, trabalhar e estudar, com impactos severos sobre a sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>A OMS (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade) alerta que temperaturas superiores a 40 \u00b0C representam risco grave, sobretudo para idosos, crian\u00e7as e pessoas com doen\u00e7as cardiovasculares e respirat\u00f3rias, que s\u00e3o particularmente vulner\u00e1veis \u00e0 desidrata\u00e7\u00e3o, insola\u00e7\u00e3o e agravamento de enfermidades cr\u00f4nicas. Al\u00e9m dos efeitos na sa\u00fade, o aumento de gastos com energia el\u00e9trica, decorrente de ventiladores ligados e geladeiras sobrecarregadas, pesa no or\u00e7amento de fam\u00edlias que j\u00e1 vivem no limite.<\/p>\n\n\n\n<p>O calor n\u00e3o se distribui ao acaso: segue a l\u00f3gica da exclus\u00e3o urbana. Bairros consolidados e bem equipados, com pra\u00e7as, jardins e avenidas arborizadas, permanecem mais frescos. No outro extremo, encontram-se \u00e1reas perif\u00e9ricas com grande concentra\u00e7\u00e3o de favelas, que est\u00e3o mais expostas ao calor extremo. Em Cap\u00e3o Redondo, distrito densamente ocupado da zona sudoeste, est\u00e3o quatro das dez favelas mais quentes da cidade (ver gr\u00e1fico), com registros de at\u00e9 48\u00b0C.<\/p>\n\n\n\n<p>O desafio n\u00e3o \u00e9 apenas t\u00e9cnico, mas pol\u00edtico. Incluir o calor como dimens\u00e3o da inadequa\u00e7\u00e3o habitacional significa reconhecer que a exclus\u00e3o urbana tamb\u00e9m se mede em graus Celsius. Ignorar essa realidade \u00e9 perpetuar desigualdades, ao passo que enfrent\u00e1-la \u00e9 abrir caminho para pol\u00edticas habitacionais que n\u00e3o se limitem a erguer novas moradias, mas assegurem condi\u00e7\u00f5es reais de habitabilidade em cidades cada vez mais quentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: retirada da reportagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/pp.nexojornal.com.br\/ponto-de-vista\/2025\/11\/07\/exposicao-ao-calor-a-face-invisivel-da-moradia-inadequada\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/pp.nexojornal.com.br\/ponto-de-vista\/2025\/11\/07\/exposicao-ao-calor-a-face-invisivel-da-moradia-inadequada\/\">Nexo <\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos dias mais quentes, S\u00e3o Paulo apresenta realidades t\u00e9rmicas contrastantes. 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