Centenas de pessoas realizaram nesta quarta-feira (11) um protesto, no centro da capital paulista, em defesa do direito à moradia e contra despejos. O ato teve participação de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), do Movimento pelo Direito à Moradia (MDM), da União dos Movimentos de Moradia de São Paulo, da Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam) e da campanha Despejo Zero.

Com bandeiras, camisetas e adesivos, o grupo caminhou até a sede da prefeitura, acompanhado de um carro de som. Lideranças dos movimentos cobraram que gestões municipal e estadual abram mesas de negociação, criticaram ações policiais truculentas na remoção das famílias da ocupações e que as comunidades irão às ruas pelo direito de ter moradia digna.

O tema de habitação ganhou proeminência na capital paulista após o desmanche da Favela do Moinho. O governo paulista pretende transformar o local em um parque e em uma estação da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). As alternativas de moradia ofertadas, pela gestão estadual, às famílias que viviam no local foram alvos de críticas e protestos dos moradores. Após pressão da comunidade, o governo federal e a gestão de São Paulo firmaram acordo para garantir que os habitantes da Favela do Moinho possam comprar imóveis de até R$ 250 mil. O governo federal condicionou que não pode haver violações dos direitos dos moradores nas remoções.

Outro caso é o da comunidade do Jardim Pantanal, que perdeu parcial ou totalmente as casas por causa de enchentes, além de ter enfrentado episódios de violência quando os moradores tentavam efetuar cadastro para receber benefícios.

Foto: retirada da reportagem.

Fonte: Agência Brasil

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