Ao longo de quatro dias, cerca de 3 mil pessoas estiveram em Brasília para participar dos debates que deverão orientar a política urbana das cidades brasileiras nos próximos anos. Os debates fizeram parte da programação da 6ª Conferência Nacional das Cidades, que aconteceu entre os dias 24 e 27 de fevereiro. Segundo participantes consultados pela reportagem, a principal contribuição da conferência foi oferecer aportes relevantes à atualização das políticas públicas típicas dos territórios urbanos. Temas como clima e mobilidade estiveram no centro das discussões. Os delegados também elegeram as entidades que vão compor o Conselho Nacional das Cidades (Concidades) pelos próximos anos.
A plenária final da conferência, realizada na sexta-feira (27), aprovou o texto que deverá subsidiar o trabalho do Ministério das Cidades na redação dos projetos da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano e do Sistema Nacional de Desenvolvimento Urbano. A cerimônia de encerramento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que cumprimentou os movimentos populares presentes por sua produção de unidades de habitação de interesse social.
A sexta edição da conferência representou também a reativação dos espaços de participação social na política urbana, uma vez que a edição anterior ocorreu em 2013. Após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, o Concidades ficou inoperante durante o governo de Michel Temer e, posteriormente, foi extinto por decreto pelo governo de Jair Bolsonaro. O mesmo ocorreu com o Ministério das Cidades, que foi desmantelado em 2019 e teve parte de sua estrutura incorporada a outras pastas.
Foto: retirada da reportagem.
Fonte: Jornal USP
