“Apesar da violência, morar na Rocinha é algo cobiçado e caro. A especulação imobiliária não termina no asfalto, ela se estende para a maior favela da América Latina. Nenhum prefeito do Rio, nenhuma associação de moradores e nenhum instituto de preservação do meio ambiente conseguiu frear o avanço da construção de casas dentro da Floresta da Tijuca, parte do Parque Nacional dentro da cidade do Rio de Janeiro que se avizinha à comunidade da Rocinha.
As palavras do morador da favela que me convidou para conhecer a casa dele ampliaram o meu olhar. Quanto mais eu mergulhava nesse microcosmo, mais eu percebia que a Rocinha era um espelho da sociedade brasileira. Até então, eu olhava para as favelas como redutos de pobreza e violência. Mas percebi que essa postura era limitada e preconceituosa e transformava os moradores em vítimas, em vez de cidadãos com direitos negados. ”

Por UOL.

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