“Cheguei logo no segundo dia para construir minha casa. Parecia um formigueiro, gente marcando território com o que podia. O tempo passava e todos começaram a ficar desesperados com a pressão para desistirmos. Daí tive a ideia: ‘Vou fazer uma assembleia. Precisamos nos organizar’.”
A lembrança da primeira reunião dos moradores da ocupação Izidora ainda é forte na memória de Edna Souza, de 49 anos. Ao decidir fincar o pé com filho e marido naquela região isolada no norte de Belo Horizonte, motivada pelo desejo de se livrar do aluguel, ela não imaginava que se tornaria referência para milhares de pessoas na mesma situação.
Por BBC Brasil.
