“Saiam ou eu vou colocar vocês no meu livro”. Foi assim, com a frase que ameaçava incluir os nomes dos vizinhos no diário que escrevia, que a mineira de Sacramento Carolina Maria de Jesus (1914-1977) conseguiu dar vazão aos seus escritos que, por anos, permaneceram guardados em cadernos debaixo do colchão.

O bramido de uma “mulher alta, negra e com voz potente” chamou a atenção do repórter Audálio Dantas, do jornal “Folha da Noite”, que, em 1958, estava na favela do Canindé, em São Paulo, produzindo uma matéria sobre o amontoado de casas que começavam a ser construídas às margens do rio Tietê.”

Por O Tempo

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