A promessa do governo paulista de requalificar o centro de São Paulo com “valorização imobiliária” inclui acabar com a comunidade do Moinho, a última favela remanescente no centro da capital. Enquanto a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirma que vai reassentar todas as famílias da região, moradores temem não conseguir se manter nas moradias propostas pelo estado.
Plano estadual prevê a remoção das mais de mil famílias da comunidade. No lugar, serão criados um parque e uma estação ferroviária. Em nota, a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo), responsável pelo reassentamento, afirma que o governo busca realocar as famílias “em moradias seguras e dignas”, para, posteriormente, “requalificar a área”.
CDHU pretende transferir famílias para moradias financiadas dentro e fora do centro. Uma das opções é a oferta de uma Carta de Crédito Individual para o morador adquirir um imóvel pronto, pré-selecionado pela CDHU ou disponível no mercado e escolhido pelo morador.
Lideranças comunitárias do Moinho alegam que plano estadual não leva em conta realidade local. “Não conseguimos pagar o que estão exigindo para que a gente saia daqui”, diz uma representante da associação de moradores do Moinho que pediu para não ser identificada por receio de dificultar as negociações que tenta articular junto ao órgão estadual.
Fonte: Uol Notícias
Foto: retirada da reportagem.