REVITIMIZAÇÃO. A falta de informações sobre os riscos e os mecanismos de proteção aprofunda os danos psicológicos e sociais da população.

A Agência Nacional de Mineração (ANM) elevou, nesta quarta-feira (23), o nível de emergência da barragem B1-A, pertencente à empresa Emicon Mineração e Terraplenagem Ltda., em Brumadinho, Região Metropolitana de Belo Horizonte. O alerta subiu de nível 1 para nível 2, em uma escala de 1 a 3, indicando maior risco de rompimento. A medida foi tomada como prevenção para garantir a segurança da população residente na Zona de Autossalvamento (ZAS). 

Na quinta-feira (24), a Justiça acatou pedido do MPMG e determinou a adoção de medidas emergenciais para garantir a segurança de barragem da Emicon, em Brumadinho.

Segundo a ANM, os estados das barragens da Emicon Mineração e Terraplenagem em Brumadinho são de total abandono, não havendo sequer a presença de funcionários da empresa no local. Devido à falta de fiscalização e de estudos atualizados que comprovem a integridade das estruturas da barragem, a ANM decidiu por alterar o nível de emergência, como medida preventiva e de segurança das pessoas que ocupam a Zona de Autossalvamento (ZAS).  

Como consequência direta, cerca de 40 pessoas, distribuídas em seis famílias e 29 residências, foram notificadas pela Defesa Civil para evacuar a ZAS. A Prefeitura de Brumadinho montou um Centro Estratégico Municipal para dar suporte logístico, com cadastramento e remoção preventiva a partir do dia 25 de julho. As famílias serão transferidas para imóveis alugados em áreas seguras. 

Organizações como a Avabrum (Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão) denunciam a falta de informações claras, de transparência e implementação de uma política efetiva de prevenção a rompimento de barragens, que vá além de medidas paliativas e garanta a proteção real da sociedade.

Além disso, a Emicon é alvo de ações judiciais desde 2024 por descumprir cláusulas do Termo de Compromisso firmado em 2022 com o Ministério Público de Minas Gerais.

Foto: retirada da reportagem.

Fonte: Aedas MG

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