Os atingidos pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho realizaram um protesto na sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) nesta quinta-feira (25/9). Eles manifestaram em defesa da continuidade do auxílio emergencial, devido ao anúncio do fim do Programa de Transferência de Renda (PTR). Os moradores denunciam que o benefício é essencial para garantir comida, remédio e moradia.
O fim do PTR está previsto para outubro deste ano. Ele ocorre por esgotamento dos recursos destinados ao programa, que somaram R$ 4,4 bilhões, com um acréscimo de R$ 1,3 bilhão obtido por juros na gestão dos valores.
A aposentada Maria das Graças Santos, de 78 anos, relata que a “vida ficou mais difícil” desde que a barragem rompeu. Ela defende a continuidade do recebimento do benefício, pois muitas pessoas dependem dele para complementar a renda e, assim, conseguir o “básico” para viver.
O ato desta quinta-feira foi organizado pelo Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB). Joceli Andrioli, coordenador estadual, informou que, durante uma reunião com membros do TJMG, foi levado ao conhecimento deles o “problema gravíssimo” que a falta de repasse de recursos pode causar aos atingidos: a fome e o endividamento.
Andrioli citou a legislação: “Nós temos no Brasil a Política Nacional de Atingidos por Barragem que garante que todos tenham pagamento de auxílio emergencial até que aconteça a reparação definitiva.” Ele complementou: “A luta é pela continuidade do auxílio, pelo respeito às comunidades atingidas e pela garantia de uma reparação integral e transparente.
Foto: retirada da reportagem.
Fonte: O Tempo
