A reabilitação das moradias brasileiras foi o foco da apresentação do arquiteto e urbanista Nabil Bonduki no II Seminário Melhorias Habitacionais, evento realizado pelo CAU/BR e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com apoio da Caixa Econômica Federal (CAIXA), em novembro.

Durante a apresentação, Bonduki, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP), defendeu o fortalecimento da Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social (ATHIS) como política permanente. O pesquisador abordou os desafios estruturais da reabilitação das moradias brasileiras, suas consequências sociais e econômicas e a necessidade de ampliar o papel da Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (ATHIS).

Bonduki destacou que o Brasil convive hoje com um cenário complexo, no qual 16,3 milhões de famílias vivem em moradias com pelo menos uma inadequação habitacional, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Para ele, “não se trata apenas das habitações informais com déficits básicos de infraestrutura, como ausência de banheiro, revestimentos ou coberturas adequadas […] temos que ampliar a visão de que a inadequação habitacional não está só na habitação informal.” O professor ressalta que “o problema é que, depois de 70 anos, temos vários tipos de moradia, como os conjuntos habitacionais. Temos a obsolescência dos espaços construídos, temos a habitação que ainda não chegou a um lugar digno e temos a habitação digna que está deixando de ser digna”.

Foto: retirada da reportagem.

Fonte: CAU Brasil

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