O déficit habitacional afeta 6,3 milhões de domicílios brasileiros, segundo dados da Fundação João Pinheiro (2022). Esse número representa 8,3% do total de habitações ocupadas no país, comprometendo a qualidade de vida de milhões de famílias. Afinal, sem uma moradia digna, é impossível garantir o acesso a direitos fundamentais para a manutenção de uma vida adequada.

Mais de 62,6% dos domicílios em déficit habitacional são chefiados por mulheres, que enfrentam custos elevados de aluguel, coabitação forçada e moradias inadequadas. Esse cenário está diretamente ligado à feminização da pobreza, pois, com salários mais baixos e maior responsabilidade sobre o cuidado familiar, muitas mulheres precisam comprometer uma parte excessiva da renda com moradia ou recorrer a soluções precárias, como morar de favor ou em estruturas improvisadas.

Além de serem as mais impactadas pelo déficit habitacional, as mulheres também são protagonistas na reivindicação por moradia digna. Elas lideram movimentos de moradia, organizam ocupações, fortalecem redes comunitárias e demandam políticas habitacionais mais acessíveis. Essa mobilização não é apenas uma busca por um direito básico, mas uma luta por justiça social com o objetivo de conquistar um futuro melhor para suas famílias e comunidades.

Embora tenham sido historicamente privadas do acesso à terra e à moradia, mulheres em todo o país têm se mobilizado para desafiar estruturas machistas e conquistar esse direito. Por isso, neste mês das mulheres, convidamos você a refletir sobre a necessidade de políticas habitacionais mais inclusivas, que combatam não apenas as desigualdades de gênero, mas também outras injustiças que afetam grupos vulnerabilizados.

Precisamos reescrever essa história, porque sem moradia digna, não há futuro!

Fonte: Habitat Brasil

Foto: retirada da reportagem.

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