Um ano após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, entre abril e maio do ano passado, os últimos Centros Humanitários de Acolhimento — conhecidos como “cidades provisórias” — foram desativados. Cerca de 350 pessoas que ainda estavam nesses locais foram realocadas para moradias temporárias de 27 m², segundo informou o vice-governador Gabriel Souza.
Essas casas provisórias, muitas em estrutura de contêiner de concreto, são uma alternativa enquanto as residências definitivas seguem em construção.
A Secretaria da Reconstrução Gaúcha (SERG) afirma que está em andamento um plano para tornar o Rio Grande do Sul referência nacional em resiliência climática, com a instalação de um novo radar meteorológico e a contratação de outros três para cobrir todo o estado. No entanto, especialistas alertam que apenas tecnologia não basta: é necessário estabelecer protocolos de evacuação e medidas preventivas.
A SERG ainda não apresentou prazos para ações estruturais, como a reorganização urbana, reestruturação da Defesa Civil e mapeamento de rios e relevo. Projetos maiores, como sistemas de contenção de cheias, dependem de tempo e investimentos.
A secretaria também prevê o uso de soluções baseadas na natureza, como áreas verdes e reservatórios, mas não detalhou se os municípios já enviaram propostas. Para o Cemaden, a prevenção ainda é a principal estratégia para reduzir perdas humanas e materiais diante de novos eventos extremos.
Foto: retirada da reportagem.
Fonte: Revista Fórum
