Quase 170 mil pessoas (167.561) esperam por uma moradia na Grande São Paulo. Guarulhos é a cidade com maior demanda – 40 mil estão na fila da habitação no município. Na capital, são 33.088 aguardando por uma unidade habitacional.
A fila por uma moradia corresponde à espera para ser contemplado com benefícios de programas das Secretarias Municipais da Habitação, caso de subsídios para a compra da casa própria pelo Minha Casa, Minha Vida.
A despesa com locação, aliás, é a grande responsável pelo déficit habitacional na cidade, segundo Isadora Guerreiro, professora da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design da Universidade de São Paulo) e coordenadora do LabCidade (Laboratório Espaço Público e Direito à Cidade), que estuda a questão.
“Cerca de 70% do déficit habitacional são por conta do ônus excessivo de aluguel, muitas famílias gastando mais de um terço do seu orçamento familiar com ele”, afirma. “É necessária uma diversificação de políticas habitacionais, e que sejam articuladas entre os municípios da região metropolitana, principalmente as vinculadas ao aluguel.”
A especialista explica que, sobretudo depois da pandemia, os aluguéis subiram muito na Grande São Paulo. Atualmente, a capital tem o aluguel mais caro do Brasil, segundo a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).
Foto: retirada da reportagem.
Fonte: G1
